MEJ? Descubra como um movimento irá inserir você no mercado

Entenda o que é e como pode ajudar sua empresa

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by: Gabriel Melo

 

Se você é um jovem universitário que está buscando um diferencial para entrar no mercado de trabalho e almeja expandir seus conhecimentos, continue aqui nessa conversa!

 

O que é o Movimento Empresa Júnior (MEJ)? 

 

    Para entender o que é uma Empresa Júnior (EJ) e como ela funciona, precisamos saber primeiro como o movimento surgiu. Vamos fazer uma viagem no tempo? 

 

    O MEJ surgiu na década de 1960 na França, mais precisamente na Escola Superior de Ciências Econômicas e Comerciais. Os alunos dessa escola sentiam a necessidade de ter um contato prévio com o mercado de trabalho e que envolvesse a prática, assim foi fundada a primeira empresa júnior, L’École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales. 

 

    No Brasil o movimento chega duas décadas depois da fundação da primeira EJ com o Diretor da Câmara de Comércio Franco-Brasileira, João Carlos Chaves, que tinha o objetivo de orientar os alunos do curso de administração da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo a fundarem a primeira empresa júnior do Brasil, EJFGV. Desde então, o movimento cresce exponencialmente e vem gerando muitos impactos no país. 

 

    No mundo afora, o movimento é representado por uma entidade que acopla todas as EJ s, representadas por federações. No Brasil, temos a Brasil Júnior, responsável por coordenar as empresas, no entanto cada estado tem um representante de cada federação (Presidente do Conselho), esse faz todos os repasses a Brasil Júnior. No Rio Grande do Norte temos a RN Júnior como federação que representa as empresas potiguares perante a Brasil Júnior. 

 

Como funciona uma EJ? 

 

    Agora que você já sabe da origem das EJ s, é hora de te contar como ela funciona. Arrisca um palpite? Será que ela funciona como uma empresa sênior? Se sua resposta foi sim, você infelizmente errou.

 

    A maior diferença é que uma empresa júnior não tem fins lucrativos, todo o dinheiro arrecadado é para custear o funcionamento da própria empresa e também reinvestir em educação empreendedora. Além disso, seus membros são voluntários

 

Como a EJECT funciona? 

 

    Agora irei falar, de forma mais interna, como funciona uma empresa júnior. As EJ s possuem uma forma particular de se organizar. Na EJECT (Empresa Júnior da Escola de Ciência e Tecnologia), assim como toda EJ, possuímos uma cultura. Ela se relaciona com a NASA e seus membros são “astronautas” compromissados, focados em resultados. A empresa dos “astronautas” é dividida em células

 

• Presidência (representante da empresa perante as outras entidades) - Essencial para manter a empresa em constante evolução, trazendo a inovação. 

 

• Vice-presidência (responsável pelo mapeamento das atividades) - Cuida de toda a parte de análise das atividades de cada célula e é o representante da empresa na ausência da presidência. 

 

• Marketing (responsável pelo processo comercial e criação de conteúdo) - É primordial para o funcionamento da EJECT, pois ela procura sempre atingir o cliente ideal

 

• ADM-FIM (responsável pela parte burocrática) - Cuida de toda a gestão administrativa da empresa desde a entrada até a saída de todo o dinheiro, classificando por prioridades de execução. 

 

• Desenvolvimento humano (responsável pela manutenção dos membros) - Cuida do engajamento dos membros através de estímulos. 

 

• Projetos (responsável pela execução dos projetos) - Utiliza de linguagens de programação para desenvolver sites e sistemas de alta qualidade para sua empresa; sempre preocupado com o mecanismo de busca do google (SEO) além de contar com uma excelente equipe de design para criar o mockup e ou protótipo de seus projetos. 

 

 O impacto do MEJ 

 

    Se você parar para raciocinar bem, irá perceber que o impacto do movimento empresa júnior gera uma via de mão dupla.

 

    De um lado, temos vários microempreendedores e empreendedores que possuem dificuldades de melhorar seu desempenho no mercado de trabalho. Ou querem realizar um projeto, mas não podem bancar um orçamento alto como é cobrado nas empresas mais tradicionais. 

 

    Do outro lado, temos alunos que possuem muita vontade de realizar projetos em troca de conhecimento adquirido na prática. Como também ganhar experiência com o mercado de trabalho! Sim, por se tratar de alunos que querem gerar impacto, a experiência dos clientes é a principal preocupação deles. Desde o pré-venda até o pós-venda, como na EJECT: onde a fidelização do cliente se dá através da melhor experiência, tendo isso como a principal vertente do seu processo de venda.

 

Afinal, as experiências que eles conseguem é o primeiro passo para se tornar profissionais mais completos. 

 

Como fazer parte de uma EJ 

 

    Para fazer parte de uma empresa júnior, é necessário participar do processo seletivo que é lançado todo ano ou até todo semestre. Falando mais especificamente da EJECT, o processo se dá em duas etapas, mas falarei deles em outro parágrafo, fechado? Para se tornar um “astronauta” é necessário está com um vínculo ativo com o curso de Ciência e Tecnologia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e ter uma característica em específico: determinação!

 

Vamos falar das duas etapas do ProSempre , processo seletivo da EJECT: 

 

 

 

    Na primeira etapa do ProSempre, os voluntários passam por dinâmicas que testam habilidades das células da empresa, o avaliador é encarregado de fazer esse levantamento, e também despertam interesses em áreas que o futuro membro nem imaginava que se enquadraria. 

 

    É realizado também um teste, a criação de um site pessoal com as funcionalidades solicitadas, no entanto você deve estar se perguntando: “Como alguém que ainda não possui um grande conhecimento em programação pode criar um site?” E a maior vantagem de se inscrever no ProSempre é que você aprende a programar, mesmo que seja um conhecimento introdutório, pois nossos “astronautas” super capacitados dão capacitações sobre HTML, bootstrap, Python, entre outros conhecimentos sobre a área. 

 

    A segunda parte é a etapa Trainee. Nessa etapa os participantes já foram aprovados do processo 1, começam a imergir na cultura da empresa e também passam a ser avaliados em atividades específicas da célula em que foram alocados. Mas não confunda, ele ainda não foi efetivado e passará por um novo teste. 

 

    Os membros de cada célula irão criar uma situação para que o trainee possa se desenvolver no campo da programação, do comercial, do desenvolvimento humano ou do administrativo financeiro. Após o sucesso no desafio e aprovação pelos diretores da empresa durante uma entrevista, os trainees passam a ser finalmentes membros efetivos ou como gostamos de classificar: “Novos Astronautas”.

 

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